APADRINHAMENTO AFETIVO: MITOS E VERDADES



Para aquelas crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento e têm poucas chances de voltar para casa, ou mesmo de serem adotadas, o apadrinhamento afetivo é uma forma de facilitar a construção de vínculos com pessoas da comunidade que se comprometem a ser seus padrinhos afetivos. Mas, afinal, qual a função de um padrinho ou madrinha?

Padrinho e madrinha, não pai e mãe

Essa é a primeira grande diferença. O apadrinhamento é um vínculo afetivo. O objetivo é cultivar uma relação com uma figura de referência para aquela criança ou adolescente, que possa acompanhá-lo em diversas atividades e dar apoio em várias situações. Mas não envolve guarda nem nenhum tipo de tutela legal, nem é um caminho para a adoção. Quem continua responsável legalmente pelo jovem é o serviço de acolhimento.

Por que essa relação é importante?

Especialmente para esses meninos e meninas, que certamente passaram por situações difíceis, o estabelecimento de uma relação afetiva saudável tem caráter reparador. Um vínculo emocional sólido e seguro pode servir de modelo para novas relações que venham a ser construídas, sem repetir situações do passado. Esse contato pode ser essencial em anos de construção e fortalecimento da própria identidade, quando crianças e adolescentes precisam da relação e do olhar do outro para descobrir quem é e qual o seu potencial. Esse contato também ajuda a ampliar experiências sociais e culturais.

Padrinhos e madrinhas têm responsabilidade financeira?

Não. É claro que, eventualmente, pode-se oferecer presentes ao afilhado, ou mesmo suprir algum item que ele esteja precisando. Mas não se espera que o padrinho contribua com dinheiro. Ao contrário, é preciso ter cuidado para a relação ser baseada no afeto, e não numa troca de presentes. Padrinhos e madrinhas devem oferecer, acima de tudo, seu tempo, sua escuta, sua disponibilidade e companhia.

O que se espera de um padrinho/madrinha?

Ninguém nasce sabendo como desempenhar um papel, nem há uma receita de bolo. Mas alguns requisitos básicos são essenciais para essa relação funcionar bem: permitir vincular-se, saber se comunicar, ter sensibilidade para entender comportamentos, tolerar frustrações, estar aberto a outros valores diferentes dos seus e ter muita flexibilidade. Nessa relação, se espera que o adolescente seja estimulado ao máximo a desenvolver sua autonomia, sempre levando em conta sua história e sua individualidade. Os adultos que participam de sua vida não podem impor seus próprios valores culturais ou tratá-lo como vítima ou incapaz.

Que tipo de atividades podem ser feitas com os afilhados?

Há várias formas de participar da vida de um afilhado(a), sem necessariamente adotá-lo(a). Pode ser desde partilhar momentos simples como ler um livro juntos ou mesmo ajudar nas tarefas da escola ou organizar o material, até participar de festas de aniversário, levar ao cinema, ir ao médico, a reuniões escolares e conversar sobre temas difíceis. Esse apoio pode ser muito benéfico em tarefas como abrir conta em banco ou ajudar a preparar um currículo para uma entrevista de emprego. Quando há mais intimidade e os dois estão prontos, pode-se passar alguns dias juntos e até fazer pequenas viagens.

Há prazo de validade para esse acompanhamento?

Como qualquer relação afetiva, se espera que seja um vínculo duradouro, de longo prazo. Por isso é importante que o candidato avalie bem se ele terá essa disponibilidade e se esse projeto se encaixa em seu momento de vida. É importante também que seus familiares ou as pessoas mais próximas estejam de acordo.

Todo mundo ganha

Quem participa dos apadrinhamentos costuma ser unânime: não são apenas os afilhados que ganham com essa relação. Ao ocupar um lugar fundamental na vida de outra pessoa, os padrinhos têm uma oportunidade única de aprender mais sobre si mesmos, desenvolver novas aptidões e abrir a cabeça para novas experiências.

Colaborou Gabriela Cupani

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